Um dia vamos sentir saudades de tudo que não vivemos, vamos sentir falta de tudo que não fizemos, vamos nos culpar de tudo que não fomos atrás. Um dia vamos olhar para nós mesmos e testificarmos que sempre fomos vazios, nenhum conteúdo nos preencheu. Uma eternidade pela frente e nós preocupados com o que vai acontecer amanhã. Consciência nenhuma ainda parou para pensar no que é tudo isto que vivemos, no que é tudo isto que está à nossa volta. Tanta sabedoria ignorada, tantos detalhes que passam despercebidos e na real ninguém sabe o que está acontecendo. Todos vivem de pequenos momentos frustrantes, uma expectativa constante do novo, do que possa surgir pela frente. Já estava tudo demarcado, tudo montado para que fôssemos para a próxima etapa da vida, mas as consciências se perderam pelos becos da vida, foram iludidas pelos prazeres carnais, se perderam e desviaram do caminho da vida pelos becos escuros da morte. Sabe quando alguém é entretido pelos devaneios da vida assim como as crianças que são entretidas pelos parques de diversões? Assim eu vejo as consciências entretidas por esta vida carnal e não tem como tira-las disso, pois é tudo que elas querem, são cegas por seus desejos. Eu não sei se me alegro por elas ou se eu choro por vê-las perdidas, então é melhor deixar assim como está. Na verdade eu não sei como me sinto por dentro, pois sou a favor da felicidade, mas também sou a favor da inteligência. Como conciliar a felicidade com a inteligência? Vamos sim ser felizes, mas sem perder a direção da vida, pois de que vale ser feliz no mundo e perder a vida eterna do Espírito? Como encontrar o ponto certo das coisas sem deixar desandar?
Por O teu espírito diz



