Que darei eu ao Senhor?

“Que darei eu ao Senhor? “Essa pergunta deveria ser parte da única e principal inquietação da vivência humana, mas não seria necessária se a humanidade estivesse vivendo o que Ele planejou. O  que darei eu ao Senhor? Exclama o salmista, com o coração tomado em êxtase diante tantos livramentos e benefícios! Bem, repito, esta deveria ser uma pergunta constante para cada consciência fazer a si mesma. Embora, creio eu, a resposta seria totalmente fora das perspectivas do propósito estabelecido pelo Criador Deus, assim como eu dantes fazia, haja visto que, em sua quase totalidade desconhecem tal propósito, afinal sabemos que em seu egocentrismo, cada qual criou e estabeleceu para si  um propósito próprio colocando o Criador como realizador destes, se perdendo do propósito original, que se tornou desconhecido e além de que, creem firmemente na ideia de que Deus não precisa de absolutamente nada, ignorando que para toda criação há um propósito e com isso ficam aquém da razão de suas vidas. Em oposto ao salmista que pergunta o que pode oferecer a Deus, as consciências vivem focadas no que podem supostamente receber Dele, desse modo  assumiram uma posição de cobradores da suposta “benção”, a qual julgam ser a prosperidade material, típico da existência carnal. É um ciclo difícil de ser quebrado, haja visto que o objetivo não é ter a eternidade com vida, mas ser valioso aos olhos humanos, o famoso “vale o quanto tem”, através da subserviência Daquele que os formou para o Seu deleite. Acreditam que seus feitos, suas conquistas carnais são para honrar e glorificar o nome de quem os formou desde o ventre de suas mães e em troca carregam a bíblia embaixo do braço, abrem os lábios em louvores, dirigem os passos para um templo feito por Homens, crendo que com suas ações profanas estão dando” a Deus o que é de Deus.” Que darei eu ao Senhor? Bem, voltando a mim, ao ser questionada sobre tal fato, sempre respondia com: darei o meu louvor, a minha voz , o meu viver! Ora, a quem queria enganar? A mim mesma, camuflando a minha desobediência com ações que o senhor sequer tomava ciência. Hoje sei para o que vim, sei que o que devo entregar ao senhor é o fruto que produzi, a minha consciência pura e ilibada, para que  seja a habitação, o santuário do Altíssimo! Devo entregar obediência, realização e prática do intento para o qual fui destinada a ser, até que se conclua em mim a junção indissolúvel entre minha consciência e o espírito para a glória do Senhor! É necessário sair do lugar de consumidor e assumir o papel de sacrifício vivo! O que tu tens dado ao Senhor?

 

Por Lo Xavier