Palavras bonitas não faltam para falar sobre o certo e o errado. Mas há um espaço invisível que poucos enxergam: a distância entre as palavras e as ações. É bonito ouvir um político falar das reformas que precisam ser feitas, mas raramente o vemos agir de acordo com o que promete. Ouvimos de falsos pastores palavras sobre a pureza daqueles que andaram segundo a lei de Deus, enquanto suas próprias ações buscam tirar de seus ouvintes tudo o que podem. Muito se ouve, muito se diz, mas pouco se faz. Fala-se sobre honra, palavra e firmeza. Mas onde elas estão quando o gigante aparece diante de nós? A força acabou ou nunca existiu? A coragem se perdeu ou sempre foi apenas uma falácia? É muito fácil dizer, aparentar e convencer. Mas nada disso tem valor se a vida não sustenta aquilo que a boca proclama. Os verdadeiros filhos de Deus não precisavam provar que eram filhos, pois suas ações já revelavam quem eram. Suas consciências eram dignas de anunciar a palavra de Cristo. Também houveram aqueles que diziam ser filhos de Deus, mas, quando ameaçados de morte, curvavam-se ao engano. A verdade de Deus é conhecida. O caminho da vida pode ser visto por um olhar racional. Porém, cada passo precisa estar de acordo com aquilo que habita o coração. Abram os olhos e observem: quanto você caminhou para frente? Quanto voltou para trás? E quantas vezes quis caminhar, mas permaneceu no mesmo lugar? A verdade já está em seu peito. Basta ser sincero consigo mesmo para reconhecer seus erros e seus acertos. Peso não há. Mas quem sente esse fardo talvez esteja seguindo o caminho errado.
Por Luiz Gustavo



