Por que estás tão sedenta
Se há uma fonte inesgotável dentro de nós?
Água da vida que sacia a alma e acalenta
Quem dela beber nunca se sentirá só
Palavras que soam em nossos ouvidos
Advindas do plano do céu
Ecoam naturalmente em nosso íntimo
Rasgando a incompreensão e seu véu
O silêncio traz as respostas
Basta concentrar-se do lado inverso
Porém, se virar-lhe as costas
Degustará o amargo fel do próprio inferno
O príncipe da paz se faz presente
Pulsando nas batidas do coração
Aguardando tornar-se consciente
Pois este é o sentido da vida e nossa razão
Tão sábia seria fazer essa indagação:
Que darei eu ao Senhor?
Mas tornou-se a última pergunta do coração
Quando no leito da morte está perdendo o penhor
Estamos nesse mundo de passagem
Cada qual, um viajante da vida
Nada do efêmero transporá a fronteira na bagagem
Um dia a menos na contagem regressiva
Todo o saber divino está no espírito que nos vivifica
Mas infelizmente é uma ciência desprezada
As ilusões ludibriam e a alma petrifica
Tornando-se tola de porta fechada
Se quiser dar sabor ao sentimento
E contemplar as flores ao amanhecer
Busque saber do Criador o Seu intento
E sinta a vida na alma resplandecer
Por Michele


