Fazer nossa parte

Fazer um olhar criterioso para dentro do próprio coração, vasculhando cada canto, sem deixar nada encoberto. Observar os mínimos detalhes, a ponto de julgar a nós mesmos, colocando-nos no banco dos réus e, ao mesmo tempo, assumindo a responsabilidade de sermos juízes da nossa própria trajetória. Já pensou se colocar diante do espelho e fazer um julgamento sincero da sua própria vida? Em vez de analisar o outro, examinar friamente os seus próprios passos e perceber para qual direção eles estão apontando. É isso que cada um deve fazer: sem maquiar a realidade, sem se enganar, mas cumprindo a sua parte. Afinal, trata-se de algo estritamente individual. É você e o Autor da vida conduzindo um processo dentro da sua consciência. O contexto vai muito além do que imaginamos. Caminhar por essa estrada exige profundidade, busca, resiliência e resistência para suportar os obstáculos e os ardores do deserto. Não existe meio-termo, ou estamos dentro do caminho, ou estamos completamente fora dele. Por isso, nossa atenção deve ser redobrada, para que enxerguemos com clareza e possamos honrar a Deus com atitudes dignas, e não apenas com palavras vazias. O que realmente importa é permanecer no caminho, ainda que seja rastejando, mesmo quando tudo dentro de nós pareça desmoronar. Precisamos permanecer convictos, sabendo para onde desejamos conduzir a nossa consciência. Essa é uma trajetória que exige coragem: coragem para compreender a si mesmo e permitir uma verdadeira transformação no coração. É nele que a mudança precisa acontecer, pois é desse coração renovado que brota a esperança da salvação!

 

Por Italo Reis