Não se deve ansiar por algo ou alguém senão por si mesmo — e, ainda assim, muitas vezes nos desapontamos com os nossos passos. Por vezes, no nosso coração tem um sentir, mas a prática desenha o oposto, e isso nos deixa tristes, fazendo-nos sentir impotentes. Se diz que devemos avaliar a obra para saber se conseguiremos concluí-la, e isso é um fato: quando nos responsabilizamos pelo que fazemos, calculamos o caminho e o resultado, assumindo o peso das nossas escolhas. Devemos jogar toda a nossa ansiedade na vida, à vida em sua essência, o espírito santo de Deus que nos habita, porque somente ele tem cuidado de nós. Ele está em nós para nos ajudar nesta caminhada, para que possamos chegar ao próximo destino, à eternidade, com uma vida próspera, perene e perpétua.
Quando criamos expectativas sem ser nele, estamos criando perspectivas frustradas, as quais nos deixam vazios, tristes e sem rumo. Enquanto passamos por aqui, temos que dar passos firmes, com segurança, porque a nossa esperança não é verde; ela é transparente, com a transparência do que sentimos, do que somos e do que queremos nos tornar. Este tempo passa tão depressa que não temos tempo para perder. O único tempo que temos, devemos nos surpreender com esperanças vivas, com mudanças alcançadas, com perspectivas sinceras e com resultados vigentes. A esperança é de nós, na nossa mudança, na nossa transformação — de não julgarmos por nós mesmos, mas termos a percepção do que precisamos fazer. E não em outro por outro: o outro precisa fazer por si, investigar o que faz em si para que mude e se transforme. Cada um fazendo a sua parte; caso contrário, ficaremos neste looping, olhando para o lado de fora e esquecendo do que estamos nos tornando.
Patrícia Campos


