Quem dera suas águas fossem limpas para que pudessem retirar de si tantas impurezas, e que destas mesmas águas pudessem saciar suas sedes, molhar a boca com água pura, refrescar a alma diante o calor deste deserto. Porque suas almas estão esturricadas e suas águas são negrume, seus olhos não conseguem enxergar o caminho e seus pés andam tonteantes. Parece não haver o que fazer, as mãos daqueles que oferecem a liberdade gratuita estão presas, não conseguem fazer nada por estas almas. O peso destes caem sobre os justos, porque a tentativa de estender as mãos foi falha, ninguém as segurou, antes as rejeitaram como se estas fossem de um inimigo, tudo porque seus olhos estão atados, e caminham como cegos, tentando ouvir alguém, mas estes “alguém”, também não vê.
Então suas vozes ficaram ecoando enganos e seus ouvidos não se importam em receber as palavras imundas e assim se sujaram cada vez mais e quando tentam se lavarem se banham em negrume, misturaram suas águas com a lama, e não se importam em estarem enlameados até o pescoço, não sabem como reverter este quadro, na verdade não se importam em mudar seus estados, estão cada vez mais impuros pelo pó que os rodeiam e ainda não se atentaram para o tempo que está por vir, e mal sabem que não conseguirão entrar no lugar onde a pureza reina, onde as águas límpidas brotam do coração simples, do coração que valorizou as águas puras e com elas deixou ser carregado tudo aquilo que lhe trazia contaminação.
Patrícia Campos 🌺
Tema Lucinha


