Lá vem ele trotando e relinchando ao som do engano, a porteira se abriu e o cavalo do diabo está solto destruindo toda a horta plantada por Deus, mas são as próprias consciências que causam o caos e sempre culpam o diabo por suas errôneas ações, porém elas galopam em cima do seu cavalo sem se preocuparem com a queda no fim do cruzamento, pois a estrada que percorrem está cheia de armadilhas, mas o cavalo não vê nada apenas age por seu instinto, as consciências que se manifestam por suas ações, o diabo por sua vez se vangloria em cima da sua estupidez. As consciências agem por impulso, mas não assumem a responsabilidade pela sua própria destruição, não pensam, não raciocinam, não ponderam na hora de agir e não medem as consequências depois que o cavalo do diabo fugir, é certo que a queda será dolorosa, será muito mais que ossos quebrados, será mais uma consciência deixada na beira da estrada, sem o cavalo, sem a cela e sem direção, neste dia não haverá testemunho para contar, muito menos a quem culpar, pois o cavalo do diabo galopa desembestado, mas quem decide subir em seu lombo são as consciências que ajustam as suas ferraduras com as próprias mãos, não puxam as rédeas da ilusão, desprezam o Senhor da vida e irão passar uma eternidade pastando por conta das suas próprias decisões.
Por Milena Gomes



