Todos nós nascemos neste mundo, produzimos a consciência e muitas delas vivem cenas fortes de sua história que de certa forma mexe com a sua estrutura. É o que chamamos de divisor de águas, o antes e o depois do acontecimento, a vida não é mais a mesma do antes, mas ela prossegue com o depois.
Antes eu não sabia que estava dentro de um propósito, hoje sei, antes eu andava por minhas vontades, hoje ando pela vontade de quem me criou, antes eu pensava por mim, hoje penso por Deus. E fora do propósito da vida, ainda tem lances nesta vida que abalam a estrutura da consciência, como a morte de um ente querido, uma traição de quem você não esperava, irmãos que perderam o interesse pelo propósito da vida.
Tudo isto faz a consciência repensar se vale a pena se ligar nas pessoas pelo propósito de Deus, como diz um ditado, que gato escaldado tem medo de água fria. Eu cheguei num ponto que não acredito mais em nenhuma consciência, como disse o profeta Jeremias: maldito o Homem que acredita no Homem e faz da carne o seu braço. Tem pessoas que você julga que é o seu braço direito e é com este mesmo braço que ela te apunha-la pelas costas, e você diz: até tu Brutus!? Tem até um ditado que diz: Senhor, livra-me dos meus amigos, que dos meus inimigos me livro eu, você pensa que o cara está do seu lado, mas ele está do lado do inimigo. É de quem você menos espera que vem a facada, porque de quem você já espera te deixa prevenido e não te machuca. Mas hoje aprendi que não adianta esperar nada de ninguém, pois nós vivemos em um mundo só de pessoas falsas e interesseiras, hipócritas que falam uma coisa, mas vivem outra, como diz um ditado: existe uma ponte longa entre o que uma pessoa diz, e o que ela vive.
Eu vejo textos maravilhosos falando do propósito da vida, mas quando vejo a vida que a pessoa que escreveu leva, me dá até queimadura no estômago. Fala tanto contra a carne, mas está atolada até o pescoço nela, como Pedro disse: o cão voltou ao seu próprio vômito e a porca lavada ao espojadouro de lama. Falácias, tem intimidade com ímpios, convive com malfeitores e se assenta a roda dos escarnecedores. Produzem frutos para a perdição, são árvores daninhas, espinheiros, abrolhos, joios. São hipócritas, falsas, interesseiras, tem aparência de piedade, mas negam a sua eficácia, pessoas fraudulentas que não vivem o que falam. Provocam a ira de Deus constantemente com seus atos, como Paulo disse: mulherinhas que aprendem sempre, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade.
Por O teu espírito diz


