Renascer das cinzas

Não seria fênix, distinta fala com razão, desde Gênesis, seu início cravado no coração. Seria renascer, ato de viver, voar longe do casulo, e ser. Não voltaria dos mortos, e suas cinzas contariam sua história, não procura corpos, mas já está em outra trajetória. Seu renascimento traria toda glória, e o céu faz festa, uma alma preciosa, um filho longe da quimera. Sua dor seria curada, e descansaria pela eternidade, as cinzas fazem parte da estrada, mas nela não há liberdade. Seu peito entra em chamas, pelo seu viver eterno, deixou-se ir com as ondas, e glorificou seu interno. Doou-se ao céu, deu a ele sua consciência, descobriu-se do véu, despiu-se em essência. Sua face transpassou a alma, e encaixou-se com a vida, logo és água, discorrendo pela sabedoria. Sua nascente transborda, e nela se banha, desatou a corda, libertou-se de suas entranhas. Não se fez filha do pó, e com ele não voou, não sentiu dó, e o sol se apossou. Renascer das cinzas, encontrando-se em outro plano, outro lugar, a matéria não encontra-se viva, mas sua alma se eternizou em lar.

 

Por Luiza