Os sentimentos estão escondidos lá no fundo do interno, trancados a sete chaves, silencioso sem ninguém querer mexer neles. Mas quando se afloram, parecem uma bomba relógio que em um só segundo destroem tudo pela frente. É assim que acontece acumular sentimentos que danificam a alma, que corroem por dentro, que destroem, que fazem mal, por isto é necessário coloca-los para fora, expor as reais e verdadeiras intenções do coração, quem sabe ainda possa haver uma reversão para os danos que cometeu a si próprio. As palavras já não bastam mais, porque elas vêm maquiadas de uma repetição que cansam os ouvidos, a ação fica longe, mas só se ouvem delongas sem nenhuma afirmação do que carregam dentro do coração. Uma infinidades de sentimentos camuflados, sobre tudo ninguém tem noção daquilo que lhe fere. E aquilo por outrora fica esquecido por um breve momento, e aparece novamente como se tivesse uma vaga lembrança por sua mente. E os sentimentos continuam a se aflorar, mas você não se propõe a expo-los diante o vitupério dos seus atos, e aquilo deixa sua alma ainda mais debilitada e doente, porque não enxerga a saída para este círculo que se encontra. Em contra partida, os pensamentos vêm como turbilhão e rodeiam, mas a confusão não deixa você ordena-los para compreender a real razão do seu estado. Há dores que vivem caladas no interno, e lembranças adormecidas no coração, nos cantos mais profundos onde ninguém pode colocar as mãos. Mas chega um instante sereno e calmo, em que a alma deseja falar, e tudo aquilo que estava oculto, vem à tona. Pois expor os sentimentos é ter coragem, e deixar a verdade florescer, pois quem guarda demais o que sente corre o risco de se perder.
Por Ítalo Reis



