Consciência sã XII

A flor descobriu-se em tempo primaveril, coloriu o campo ao desabrochar como um belo raio de sol, pétalas estelares, vivas e não fugazes, seu tempo não se estima, eternidade abraçou caule. Beija-flor paira sobre ela, flor casta, flor bela, beija-flor que enriquece a tela, beija o solo e abençoa a terra, beija-flor que beijou suave, trouxe paz e a esperança para que se salve. Dia em tanta escuridão, aquece até mesmo o peito que não possui um coração, sã em tanta confusão, mas confunde a todos por viver na contramão, mas dar as costas para o mundo significa aconchegar-se nos braços da vida, longe de toda dor e ilusão, alimentando os veios da sabedoria, com correntes de água que escorrem da imensidão. Eu saberia dizer como ser, mas não teria resposta para como o fazer, singular em cada peito, cada flor tem uma forma de florescer, certo é que o calor da luz é precisamente indiscutível, necessário tê-lo para alimentar-se e ver. De início há de ser ipê, pois seu tempo é invernal, vive colorindo o que não se vê, florindo em estação abissal, enquanto absinto, é preciso encontrar profecia, para um dia ser algo lindo que enriquece o caminho da manhã. Eu sei que parece ser impossível, campo seco é ventre infértil, mas buscar sanidade é semente, para brotar o que parecia incerto. Não existem raios de luzes espalhados por aí, mas pode ser um se começar por si, a impossibilidade quem impõe é você, entender-se como sã é deixar as dores e sorrir, buscar aquilo que deveria nascer, deixar de lado falsos momentos que um dia vão morrer, e garimpar em coração que preciosidade irá transparecer.

 

Por Luiza Campos

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