Criamos tragédias com nossos próprios pincéis, traços cinzas de fuligem, borram o quadro, trazem o vazio. Essa história se repete, em todo coração frio, uma loucura compartilhada e aceita pelo povo vil, fábula, passada de geração em geração, corrida para o nada que se passa o bastão, como quem diz: “continue este conto vazio por mim”. A multidão segue alguém, mas quem começou esta caminhada é uma incógnita, vão porque todos estão, e estão porque é para onde todos vão, não levantam a cabeça para ver o fim, se não logo perceberiam que não é tão bom assim, pobres de espírito, pobres de vida, continuam o ciclo de suas ruínas.
Há um que habita, há um que grita, que clama, chora, suplica, a chave para as correntes, a cura para os doentes, as asas dos prudentes, há um que veio a nós que traça outro fim, desenha outra história, este sim, preenche e traz a alegria da aurora, a esperança de um amanhã. Carrega consigo a aliança da vida, arco-íris nos olhos, e o peito adornado com sabedoria, é o anjo de Deus, o Senhor dos mares, o Senhor do que há sobre a terra, do universo, é a voz que clama no deserto, que chama por teu nome e aguarda seu retorno, mas o deixa passar, o esquece nas sombras da mente, e o que é luz fica em trevas, esquecido e ignorado. O Senhor traz uma nova história, Ele é a própria história, o centro, deveria ser de todos, e todos deveriam o seguir, pois Ele traz leveza, e acalenta quando tudo parece ruir. É a força, a felicidade, é a rocha, nossa base, uma pena que seja desconhecido, mas o único que perde com tudo isto, é o próprio coração que está perdido.
Por Luiza


